Sábado, 19 de Abril, 2014
 
 
 
 
INESC no séc XXI
 

A MINHA UTOPIA PARA O INESC NO SÉCULO XXI!

Sonhar é preciso!

25 anos após a criação do INESC, impus-me o desafio de fazer o “update” do sonho que nos levou a esta aventura, sob a forma da “Minha Utopia“.

Infelizmente, já não posso contar, para este exercício, com a mente do nosso querido João Lourenço Fernandes. Mas, com o treino dos quase 20 anos de grande sintonia intelectual e de práxis no terreno com ele, enriquecido pelo caminho já percorrido com os companheiros que neste percurso foram assumindo a Liderança desta caminhada, vou arriscar-me a este exercício público, com a expectativa que ele suscite novas Lideranças, novos Caminhos para o Futuro.

Como tenho hábito de fazer, também na construção desta “Minha Utopia” irei partir do princípio que não faltarão recursos financeiros para fazermos no INESC - e com o INESC - tudo o que queiramos fazer!

Sonhar, sem quaisquer restrições financeiras, é realmente desafiador, porque somos obrigados a centrar atenções nos objectivos que valem a pena prosseguir e nas restantes restrições que limitam o caminho para os alcançar, desde logo os Recursos Humanos, as Pessoas que nós somos, as nossas atitudes, valores, conhecimentos, capacidades e vontades.

Sem dúvida que a maior limitação ao nosso Futuro somos Nós próprios!


Fabricar Pessoas com Valores e Conhecimento

É por isto mesmo que a primeira componente da “Minha Utopia” é a de que o INESC seja, no Século XXI, uma das principais fábricas de PESSOAS de Portugal, nos sectores em que se situa.

Fabricar Pessoas? Sim, o INESC deverá continuar e intensificar o seu posicionamento de CHARNEIRA entre o sector Universitário e o País, na formação de “Capital Intelectual com Pernas”: Pessoas que transitam da fase de Estudantes para se habilitarem como Profissonais, actuando e criando valor nos mais diversos sectores de actividade.

É esta a CHARNEIRA mais relevante onde o INESC deve continuar a actuar no Século XXI, até porque devemos meter na cabeça que a mudança sociológica, cultural, educacional, científica, civilizacional de Portugal vai mesmo levar 100 anos. Não há, pois, tempo a perder!

Fabricar Pessoas com Conhecimento! Quer isto dizer, Pessoas que Sabem Fazer! Conhecimento Actuante, Transformador, Criador de Valor. Esta deve ser a Marca Nº 1 do “produto humano” INESC. Mais do que discursos eruditos e capacidade de elaborar estudos, os Inesquianos devem distinguir-se pela sua capacidade de Fazer Acontecer. Serem Engenheiros, é o que é!

Fabricar Pessoas com Valores! “Conhecimento com Pernas” e sem Valores é um perigo tremendo. Valores! Princípios! Moral! Ética! Felizes as Sociedades que compreendem que é na conjugação da mais profunda humanidade com a mais exigente competência, que a diferenciação positiva da sua evolução se vai determinar, face às outras.

Este discurso dos Valores não é conversa fiada! Não são “coisas do passado”, religiosidades ultrapassadas. Não! Pessoas com Valores = Riqueza! Pelo contrário, a falta de valores, a corrupção de fins e de meios, o desprezo pelos outros, a falta de solidariedade e de justiça, são factores seguríssimos para a destruição da riqueza, para o enfraquecimento da Sociedade.

Só este compromisso é que justifica a existência do INESC na Sociedade Portuguesa.


Manter Viva e Actuante a Capacidade Docente Universitária


A segunda componente da “Minha Utopia” está associada ao Círculo Virtuoso da relação íntima entre a Docência e Investigação Científica Universitária e o INESC. É Missão do INESC ser um dos principais instrumentos do País, na formação, alinhamento e constante actualização dos Docentes Universitários, nos sectores em que actua.

Por outras palavras: A Missão de Fabricar Pessoas com Conhecimento e Valores aplica--se, com total propriedade, ao próprio sistema académico.

Como em tudo, no INESC Aprende-se, Fazendo! E os Docentes só aprendem como serem realmente bons docentes – no ensino e na investigação cientifica e na actividade aplicada e profissional – se estiverem realmente comprometidos com a acção e responsabilizados pelos resultados da sua acção. Para o bem e para o mal!

E é esta a verdadeira razão que justifica, na sua essência, a existência do INESC no seio do sistema Universitário. É esta a verdadeira razão para um tipo de organização em que cada um assume fortes responsabilidades pelos compromissos firmados com terceiros. É por isto que a própria instituição – desde a sua fundação – não existe à sombra de ninguém, em particular do Estado, e que sobrevive pelos seus meios, isto é pela actuação competente e responsável de cada um de nós.

Porque só no exercício da responsabilidade – efectiva, com consequências reais – é que se aprende a dotar os outros de autonomia própria. Só assim se pode reinvidicar liberdade académica, autonomia universitária.

Essencial à manutenção da capacidade docente é a investigação científica. O seu valor para a formação dos recursos humanos é evidente. Mas o seu valor para a formação dos docentes ignora frequentemente um aspecto que continua a ser essencial na transformação de Portugal. É que, dado o tremendo divórcio entre o mundo académico e a realidade do País, só quando os docentes se confrontam com os seus alunos, no contexto da actividades de ID contratualizadas, é que se apercebem das lacunas na aprendizagem dos alunos, da descoordenação e desperdício nos currículos e processos formativos, enfim dos resultados da sua acção como docentes.

Infelizmente, este aspecto essencial está muito prejudicado pelo facto de ser ainda muito baixa a percentagem de actividade de I&D em curso realmente contratada com Empresas. Não sendo, em termos absolutos, o actual volume de financiamento do I&D adequado face ao que deveria ser, quer no sector público, nacional e europeu, quer no sector privado, a enorme distorção relativa existente a favor do financiamento público prejudica claramente o “círculo virtuoso” referido, na medida em que em grande parte o I&D com financiamento público está aferido por contextos que têm muito pouco a ver com as problemáticas da Sociedade Portuguesa, das suas empresas, da criação da valor actual.

O que quer dizer que existem hoje muitos investigadores e muita investigação que se situa confortavelmente fora da realidade nacional. Uma espécie de expatriados, mas vivendo em Portugal.

E isso perturba-me muito, porque vem minar uma das bases mais fundamentais da “Minha Utopia”: A Investigação no INESC tem de continuar a pugnar por se situar na charneira tão afiada entre a sua relevância científica internacional, e a sua utilidade específica para a formação de Capital Intectual, Docente e Profissional, em e para Portugal.

Como sempre dissemos, mais do que optar entre Investigação Fundamental e Investigação Aplicada, é preciso fazermos sempre Investigação Fundamentada!

E é na Fundamentação da nossa Actividade de Investigação que o tal plano dos Valores se equaciona, agora aplicado aos Universitários. Deixemos o conforto de não querermos pensar como Pessoas na nossa Sociedade, pois vamos simplesmente atrás dos programas e dos financiamentos que aparecem.... O que os outros fazem não nos liberta de responsabilidades! E o silêncio e o “deixa andar” têm estado associados aos maiores abusos e genocídios nas sociedades mais “civilizadas”...

O País é nosso, é o nosso Povo, é o nosso Tempo. Todos somos responsáveis não apenas pela execução dos programas e projectos, mas também pela sua concepção.

E temos de nos deixar interrogar pela realidade dos tempos que correm. Será que a forma como estamos a usar as nossas capacidades pessoais e os recursos a que temos acesso é a mais adequada face aos desafios do tempo presente?



Conceber Inovação, Investigação, Desenvolvimento e Empreendedorismo relevantes

A terceira componente da “Minha Utopia” está pois associada ao papel proactivo do INESC na formulação dos problemas e desafios nacionais – claramente assumidos no contexto geoestratégico e global em que nos inserimos – e dos contributos que o sistema universitário e o sector do I&D são chamados a dar na sua resolução.

A actividade económica do País tem uma leitura sectorial que releva a importância de alguns destes sectores. De um lado, os grandes domínios sob regulação do Estado, como as Telecomunicações, as Energias, o Ambiente, os Transportes e o Financeiro – Banca e Seguros; do outro lado, os sectores indústriais e de serviços tradicionais, como o Têxtil, o Calçado, o Mobiliário, os Bens de Equipamento, a Pasta e Papel, os Cimentos, a Construção Civil, o Turismo, o Vinícola, o Florestal, o Agroindustrial, o Retalho. E ainda os novos sectores: o Automóvel, o Farmacêutico, o Biotecnológico, a Saúde, o Aeroespacial, a Defesa.

O INESC nasceu, na década de 80, casado com o sector dos Correios e Telecomunicações. Na década de 90 a instituição arquitectou-se em alinhamento com os Programas PEDIP e CIÊNCIA. Note-se: em alinhamento com AMBOS! Economia e Ciência e Tecnologia. Porque assim nos propusemos. Porque assim o fizemos acontecer!

Neste século XXI impõe-se prosseguirmos nesta linha de charneira, tirando partido dos múltiplos instrumentos de apoio existentes, mas auto-articulando a convergência na acção dos programas e contratos que formos assumindo. Tudo isto a favor do País, como um Todo que seja mais do que a simples Soma das Partes.

E isto implica que tenhamos a vontade, a capacidade a persistência de formularmos problemáticas, definirmos objectivos, meios e prazos, e de irmos, como INESC, propôr ao País aquilo em que acreditamos.

Porque Acreditar é Preciso!

Será que isto é muito difícil? Será que os sectores, as temáticas, os problemas que existem são assim tão difíceis que nós nem nos atrevemos a pensar neles? Que não somos capazes? Que as nossas contribuições para estes objectivos são tão insuficientes, irrelevantes e medíocres que nem vale a pena tentarmos o esforço? Que só OS OUTROS são capazes? Que só as CONSULTORAS INTERNACIONAIS é que nos podem ajudar a definir os nossos problemas e a formular soluções concretizáveis?

Tudo no meu passado, e especialmente nos 25 anos do nosso INESC, diz o contrário. Sim somos capazes! Sim abordámos situações sectoriais, envolvemo-nos com parceiros no terreno, formulámos problemas, desenvolvemos soluções, criámos empresas, aportámos valor e riqueza para o País, criámos postos de trabalho para muitos profissionais, gerámos mais valias de capital para muitos empreendedores.

Temos de continuar a apostar neste mesmo posicionamento, prosseguindo o mesmo tipo de objectivos. E isto faz-se no concreto, perante sectores concretos, com parceiros específicos, mergulhando na nossa realidade. E se tivermos a coragem e a determinação de fazer isto com continuidade e persistência, encontraremos – em Portugal como em todo o Mundo – imensas oportunidades de aprofundar as nossas competências de I&D, estruturar e desenvolver as ofertas nos nossos cursos, desenvolver os currículos e as carreiras dos nossos docentes. Seguindo um caminho FUNDAMENTADO iremos contribuir para o desenvolvimento da Engenharia em Portugal, comandada pelas nossas cabeças, aberta ao exterior mas autónoma nos seus objectivos.

E senão vejamos, com alguns exemplos de um Futuro possível se a gente quiser, se é assim tão difícil formular este tipo de desígnios.

EXEMPLO 1

No sector dos transportes as capacidades de observação, comando e controlo que presentemente existem no espaço aéreo, e crescentemente, no espaço marítimo sob soberania nacional, são factualmente inexistentes no nosso espaço terrestre.

Circulam pelo nosso espaço terrestre veículos de transporte público e de transporte de mercadorias, sujeitos formalmente a fiscalização pública, mediante a necessidade de emissão prévia de autorizações e da posse de guias de transporte específicos, emitidos em papel, passíveis de verificação presencial pelas forças policiais e de segurança.

Ora, todos sabemos que em situações de crise – acidentes, catástrofes naturais, segurança nacional – os meios e sistemas actuais são factualmente totalmente inúteis. E mesmo em situação “normal” temos hoje comportamentos gravíssimos nas estradas, que têm de ser monitorados e controlados em tempo real, no interesse de todos nós. Exemplo: o “tratamento ambiental” dado a certos líquidos tóxicos, pela técnica pragmática e criminal do ping-ping nas nossas auto-estradas. Brilhante!

Uma INICIATIVA ESTRATÉGICA NACIONAL no domínio dos transportes passa pela concepção, desenvolvimento e operacionalização de um sistema integrado de Track and Trace de todos os veículos de transporte público de passageiros e de mercadorias, das respectivas cargas, rotas e tempos, de uma forma em tudo idêntica aos sistemas de navegação aérea, e em ligação com as forças de protecção civil, policiais e de segurança nacional.

Far out??? Nada disso, trata-se simplesmente da actualização dos conceitos estratégicos do Sistema Monicap, proposto originalmente pelo nosso saudoso Luís Vidigal e que deu também origem a um sistema de gestão de frotas comercial no mercado, o Xtran! Combinada com os conceitos de Bilhética e Monitorização dos Transportes Urbanos, avançados e desenvolvidos pelo Alves Marques e pelo Alberto Cunha, nos anos 90, e hoje implantados no mercado nacional e internacional.

É assim que se contrói o Futuro! É imaginando-o! E depois, Fazendo-o Acontecer.

E espero que ninguém duvide que o desenvolvimento de algo deste tipo acarreta uma intensa e contínua actividade de I&D, em muitos domínios científicos. E que potencial capacidade exportadora nacional.


EXEMPLO 2

No sector ambiental, é uma questão de tempo até sermos confrontados com ataques biológicos terroristas às cidades. A capacidade mórbida de umas quantas gotas de um dado produto, no sistema de abastecimento de água a uma cidade é absolutamente tremenda!

Quer isto dizer que é imperativa a necessidade de concebermos, desenvolvermos e instalarmos sistemas tempo real de monitorização e controlo das redes de abastecimento de água potável, capazes de determinar a presença de agentes biológicos na água em quantidades diminutas e imediatamente estancar o seu fluxo e isolar esse agentes em troços de condutas de forma a impedir a sua propagação global.

Trata-se pois também de uma INICIATIVA ESTRATÉGICA NACIONAL. Este é um tipo desafio que o INESC todo devia assumir. Porque entre outras coisas dispõe de capacidades importantes em Microelectrónica e Nanotecnologias, porque domina sistemas de fibras ópticas e sensores nelas embebidos, porque está a colaborar com especialistas em Biotecnologia, na produção de biosensores.

Far out??? Nada disso, trata-se simplesmente da capitalização do que já sabemos fazer e do que já estamos a investigar, quer no INESC MN, quer no INESC PORTO, articulando capacidades, detectando lacunas, alinhando as vontades na resolução deste tremendo desafio civilizacional. E que, sob liderança do Pedro Guedes de Oliveira, deu origem recentemente a mais uma empresa nascida do INESC, a Fibersensig Devices.

É assim que se contrói o Futuro! É imaginando-o! E depois, Fazendo-o Acontecer.

E espero que ninguém duvide que o desenvolvimento de algo deste tipo acarreta uma intensa e contínua actividade de I&D, em muitos domínios científicos. E que potencial capacidade exportadora nacional.



EXEMPLO 3

A sociedade actual defronta-se com grandes desafios de inclusão de grupos sociais, que por razões diversas, estão excluídos de facto do mainstream social.

Um dos grupos mais afectados, e que está em crescimento demográfico é o grupo da 3º idade. Na verdade, por razões de saúde, associadas a realidades do contexto familiar específico – ou da sua ausência – há milhares de pessoas, muitas delas com afluência relativa, que estão efectivamente isoladas da sociedade. E não se trata apenas do casos como o de um casal de velhotes, perdidos algures num monte alentejano. Trata-se, sim, de milhares de idosos que vivem em andares nas cidades, com dificuldades em andar, sem elevador, sem companhia, quase sem apoio doméstico mínimo.

Para além dos custos pessoais, individuais, os custos sociais e económicos desta situação são também elevados. A saúde física e mental destas pessoas deteriora-se agravando a situação, que se arrasta durante muitos anos.

Será que nós, com as nossas fantásticas tecnologias, não temos nada a dizer neste assunto? Será que com os modernos meios de comunicação, multimédia, sensorais, não temos a capacidade de formular um sistema que não apenas concretize capacidades de interacção e acompanhamento destas pessoas mas que, simultaneamente, abra novos mercados de comunicações, de conteúdos, de serviços no País?

Será que é assim tão difícil imaginar e concretizar sistemas de convívio e apoio cooperativo entre pessoas idosas, entre avós e netos, e de apoio institucional por parte das autarquias, misericórdias, paróquias, instituições de saúde às pessoas em necessidade permanente?

Far out??? Nada disso, trata-se simplesmente da adaptação ao contexto da 3º idade, de conceitos estratégicos para o apoio massificado à formação dos Jovens, nos anos 80, e que eu próprio desenvolvi com o Dr. Raul Junqueiro, que deram posteriormente origem a Programas como o Inforjovem e as bases do Ciência Viva.

É assim que se contrói o Futuro! É imaginando-o! E depois, Fazendo-o Acontecer.




O INESC como instrumento dos sectores estratégicos.

A quarta componente da “Minha Utopia” está associada ao papel do INESC como instrumento de I&D em sectores estratégicos nacionais

O INESC é uma instituição que pertence! Pertence a instituições do sector público universitário. E essa componente já foi amplamente explorada nos pontos anteriores. E pertence também a empresas, no caso presente do sector dos correios e telecomunicações.

Vejo como desejável que o INESC se constitua como um instrumento cooperativo empresarial, de I&D e de relacionamento e interacção com o sistema universitário, abrangendo todos os grandes sectores estratégicos nacionais, que deveriam assumir participação activa no seu capital, e envolver-se na sua condução estratégica: as Telecomunicações, as Energias, o Ambiente, os Transportes e o Financeiro – Banca e Seguros, todos deviam assumir este instrumento e, através dele, “montar jogo por Portugal”, focando a produção de capital humano, dando objectivos e prioridades ao I&D, estimulando o empreendedorismo tecnológico e actuando, através do INESC, na fase de capital semente tal como Business Angels.

Considero que os próximos anos são anos de esperança! Até porque a capacidade de fazer omoletes sem ovos está praticamente esgotada e os fundos de Bruxelas estão a acabar.

E com o papel progressivamente mais reduzido do Estado na economia, todos os actores da cena nacional vão ter uma atitude diferente e mais racional de busca de sinergias, de diálogo e de co-responsabilização.

Sonho com um INESC que inclua entre os seus Associados Empresariais a EDP, a REN, a GALP ENERGIA, a AdP, a Brisa, a Carris, a Refer, a CP, os Metropolitanos, a ANA, a CGD, o MillenniumBCP, o BES, o BPI, o Santander...

Sonho com um INESC onde os Associados querem coisas de nós! Onde eles falem entre eles, com as nossas Universidades e connosco, conspirando para um Portugal melhor.

Até porque nós, portugueses, vamos finalmente ter que nos confrontar cara a cara com o nosso Futuro.

E, sobretudo com o futuro dos nossos Netos.



José Tribolet
Presidente do INESC